24/09/2020

Na pandemia, Fazenda acolhe pessoas em situação de rua em SC

Rotina de moradores que viviam pelos becos e que já passaram pela comunidade terapêutica, agora tem muito trabalho e reflexão

Na pandemia, Fazenda acolhe pessoas em situação de rua em SC

É na calma Garuva, no Norte de Santa Catarina, que está localizada uma das comunidades terapêuticas Fazenda da Esperança. Construída há mais de 30 anos, a iniciativa que conta com outros espaços no País, acolhe e resgata pessoas com algum tipo de vício.
E em tempos de pandemia, onde a crise sanitária provocada pelo novo coronavírus elevou a insegurança dos mais vulneráveis economicamente, o projeto passou a acolher também pessoas em situação de rua. 

Na rotina dos quase 60 moradores que já passaram pela fazenda desde março, agora há muito trabalho e reflexão. Antes, eles  viviam pelos becos e dormiam em bancos e sob papelões. Segundo o responsável pelo local, João Paulo Cardoso de Melo, 39 anos, a fazenda também é um espaço de constante mudança e oração. 

“Aqui na Fazenda não tem remédio. O remédio é o evangelho colocado em prática. A gente trabalha com a fazenda, cuidamos dos porcos, da horta e assim vai”, conta o líder da Fazenda. 

Algumas das pessoas em situação de rua que passaram pela fazenda foram transferidas ao longo dos últimos meses e houve aquelas que desistiram do programa. A reabilitação tem duração de 12 meses.

Em Santa Catarina, além de Garuva, que acolhe apenas homens, a comunidade terapêutica está presente em Florianópolis e Chapecó. No Norte do Estado, atualmente 34 pessoas estão no local, com previsão de chegada de mais internos nos próximos dias. 

No Oeste, a estrutura  é destinada ao público masculino. Além do trabalho e oração, o projeto oferece outras atividades de reabilitação, como encontros e oficinas. No país, desde março, mais de 2 mil pessoas sem residência foram acolhidas nas fazendas. 

Mulheres também podem recomeçar

Em Florianópolis, o projeto acolhe somente mulheres. Localizada no Pantanal, a fazenda atualmente abriga 11 pessoas, que se recuperam de vícios. Maria Helena, 59 anos, é uma das voluntárias, que ajuda no projeto. 

Segundo ela, das residentes, ao menos três saíram das ruas e foram acolhidas. “A ideia [de abrigar pessoas em situação de rua] veio quando a gente percebeu que a orientação era lavar as mãos, tomar banho e pensamos que essas pessoas não tinham nada disso. Aí decidimos acolher”, conta. 

Ligada à Igreja Católica, seu método de acolhimento contempla o pilar do trabalho como processo pedagógico; a convivência em família; e a espiritualidade para encontrar o sentido da vida. Além de doações, os moradores produzem pães e outros alimentos para ajudar com os custos. 

Como ajudar
Para doações, a Fazenda da Esperança disponibiliza site com informações tira-dúvidas.

Veja aqui os depoimentos de pessoas em situação de rua, que foram acolhidas desde o início da pandemia.

 

Fonte: ND - Notícias de Santa Catarina

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